Tradução: George MacDonald #49

Olá pessoal!

Esse trecho, embora riquíssimo, foi difícil de traduzir. Muitas palavras arcaicas e de uso incomum atualmente foram usadas e, embora as compreendesse, foi preciso algum esforço para encontrar equivalências em nosso idioma. Mas imagino que o resultado não tenha ficado tão ruim assim.

George MacDonald descreve aqui nossa situação quando escolhemos não amar o próximo e ficamos ensimesmados em nosso egoísmo. Ele usa a imagem de uma prisão na qual preferiríamos habitar, ao invés de ficar na superfície.

George MacDonald (1862)
George MacDonald (1862)

49 – O mesmo

“O amor de nosso próximo é a única porta de saída do calabouço de nosso eu, onde nós definhamos e ceifamos fazendo faíscas e esfregando fosforescências das paredes, e soprando nosso próprio ar em nossas próprias narinas, ao invés de ir ao justo brilho de Deus, os doces ventos do universo.”

(George MacDonald – Unspoken Sermons – Love Thy Neighbour)

Tradução: Move On – Rob Rock

Olá pessoal!

Muitas músicas aparecem em meu novo livro Jehanne. Algumas delas são instrumentais, ou em português ou em finlandês, mas a maioria delas é em inglês. Por conta disso, decidi traduzir essas faixas e publicá-las aqui mesmo para tentar emular algo que alguns personagens fazem. Assim podem ter acesso ao conteúdo das letras e, claro, de algumas das muitas canções que têm papel importante nessa minha obra tão querida.

Caso queiram ter pequenos vislumbres de Jehanne, podem me seguir pelo Facebook, ou pelo Google+, ou pelo Twitter porque publicarei pequenos trechos do livro junto com o link para as páginas das traduções. Ou podem simplesmente adquirir o livro seguindo as instruções desta página.

Rob Rock é um cantor de heavy metal famoso por seu trabalho como solista, mas também por suas participações em grupos como o Impelliteri e no projeto Avantasia de Tobias Sammet. Essa música em particular faz parte do álbum “Holy Hell” de sua carreira solo. Contudo, a faixa não é de sua autoria: trata-se de uma versão da original gravada pela banda sueca ABBA. A letra é muito bonita e esta é uma das razões pela qual a encaixei na cantata que a banda Jehanne faz em meu livro. Vale a ouvida com toda certeza!

Adiante

Viajei por todo país, viajei em minha mente.
Parece que estamos em uma jornada, uma viagem através do espaço e do tempo.
E em algum lugar está a resposta a todos os porquês.
O que realmente faz a diferença entre todas as coisas vivas e mortas?
A vontade de permanecer vivo.

Como uma onda no oceano, a vida é movimento – adiante!
Como um vento que está sempre soprando, a vida flui – adiante!
Como o nascer no sol na manhã, a vida alvoresce – adiante!
E como aprecio cada minuto sendo parte e estando nela com o ímpeto de ir adiante!…

Dizem que um corpo inquieto pode esconder uma alma tranquila.
Um viajante e um colono têm ambos metas distantes entre si.
Se explorar os céus, ou se procurar em meu interior,
Realmente não importa contanto que possa dizer a mim mesmo que sempre tentei.

Como uma onda no oceano, a vida é movimento – adiante!
Como um vento que está sempre soprando, a vida flui – adiante!
Como o nascer no sol na manhã, a vida alvoresce – adiante!
E como aprecio cada minuto sendo parte e estando nela com o ímpeto de ir adiante!…

A brisa matutina que move a superfície do mar,
O canto das águias que permanece sobre mim
Eu o vejo e o escuto, mas como posso explicar
A maravilha do momento de estar vivo e sentir o sol que se segue a cada chuva?

Como uma onda no oceano, a vida é movimento – adiante!
Como um vento que está sempre soprando, a vida flui – adiante!
Como o nascer no sol na manhã, a vida alvoresce – adiante!
E como aprecio cada minuto sendo parte e estando nela com o ímpeto de ir adiante!…

Como um vento que está sempre soprando, a vida flui – adiante!
Como o nascer no sol na manhã, a vida alvoresce – adiante!
E como aprecio cada minuto sendo parte e estando nela com o ímpeto de ir adiante!…

Como um vento que está sempre soprando, a vida flui – adiante!
Como o nascer no sol na manhã – adiante!
E como aprecio cada minuto com o ímpeto de ir adiante!…

Adiante! Adiante!

Tradução: George MacDonald #48

Olá pessoal!

Esse é um dos excertos de George MacDonald que mais gosto. Provavelmente pelo eco que ele tem na obra de outros autores que muito me influenciaram como, por exemplo, o pensador dinamarquês Kierkegaard. Para ambos, o próximo é aquele que está perto de nós, seja ele quem for e como estiver. Qualquer pessoa com quem Deus nos permite encontrar em contato é nosso próximo e devemos amá-lo.

Quanto aos aspectos técnicos, não tive qualquer dificuldade. O autor foi simples e direto nesse trecho.

George MacDonald (1860)
George MacDonald (1860)

48 – Meu próximo

“Um homem não deve escolher seu próximo: ele deve receber o próximo que Deus o envia. (…) O próximo é apenas o homem que está perto de você no momento, o homem com quem qualquer coisa levou-os a entrar em contato.”

(George MacDonald – Unspoken Sermons – Love Thy Neighbour)

Tradução: George MacDonald #47

Olá pessoal!

Depois do último grande trecho, voltamos a um menor, mas igualmente cheio de sentido. Aqui George MacDonald fala que podemos tentar justificar racionalmente nossa falta de amor para com alguma pessoa: não são dadas razões (ou porquês) para aquele algo que é necessário a toda existência criada por Deus.

Mansão de Cowper-Temple em broadlands onde George MacDonald lecionou.
Mansão de Cowper-Temple em broadlands onde George MacDonald lecionou.

47 – Ninguém ama porque vê o porquê

“Onde um homem não ama, o não-amar deve parecer racional. Pois ninguém ama porque vê o porquê, mas porque ama. Nenhuma razão humana pode ser dada para a mais alta necessidade da existência criada divinamente. Pois razões são sempre de cima para baixo.”

(George MacDonald – Unspoken Sermons – Love Thy Neighbour)

Tradução: George MacDonald #46

Olá pessoal!

Esse excerto é longo, mas muito profundo em significado. A tradução exigiu de mim não apenas adequações técnicas, mas também toda uma hermenêutica daquilo que o autor quis dizer. Felizmente não precisei ler todo o sermão para entender o que ele diz aqui, mas foi necessário releituras atentas sem dúvida.

George MacDonald e escritores de sua época
George MacDonald e escritores de sua época

Nas questões técnicas, mantive o destaque dado por George MacDonald de duas palavras nas duas últimas frases retirando o itálico da citação: “É” e “nunca“.

Achei curioso o fato de todos os meus editores de texto considerarem a palavra “empíreo” como sendo grafada incorretamente. Não achei muita coisa no Google também, daí tive que puxar da memória algum lugar onde tivesse lido a palavra. E isso não foi difícil já que aparece diversas vezes na tradução em português de “Paraíso Perdido” de John Milton, um de meus poemas favoritos. Logo no início do Canto I, na descrição das ações de Satã já lemos:

“Confiado num exército tamanho,
Aspirando no Empíreo a ter assento
De seus iguais acima, destinara
Ombrear com Deus, se Deus se lhe opusesse,
E com tal ambição, com tal insânia,
Do Onipotente contra o Império e trono
Fez audaz e ímpio guerra, deu batalhas.”

E o sentido da palavra fica claro também: refere-se ao “lugar mais alto“, aos Céus, ao Paraíso Celeste do qual, neste poema, Satanás caiu ao rebelar-se contra Deus.

Uma última coisa que gostaria de comentar é sobre um trecho que me deu algum trabalho adicional. Quando MacDonald fala de “Cabeça“, ele se refere a Cristo como a cabeça de seu corpo, a Igreja. É uma referência clara à imagem que Paulo utiliza em Efésios 5.23 e em outros momentos. Com isso, toda a analogia fica clara.

46 – Para cima rumo ao Centro

“‘Mas como’, diz um homem que quer reconhecer a irmandade universal, mas encontra-se incapaz de cumprir a mera lei voltada à mulher que ele melhor ama, ‘como então me dirigirei àquela região mais alta, àquele empíreo do amor?’ E, começando imediatamente a tentar amar seu próximo, ele descobre que o empíreo do qual falou não é para ser atingido em si mesmo mais do que a lei era para ser alcançada em si mesma. Assim como ele não pode manter a lei sem primeiro dirigir-se ao amor de seu próximo, também não pode amar seu próximo sem primeiro dirigir-se ainda ao mais alto. O sistema inteiro do universo funciona sobre essa lei – o rumar de coisas para cima rumo ao centro. O homem que amará seu próximo pode fazê-lo pelo não imediato exercício operante da vontade. É o homem realizado do Deus de quem ele veio e por quem ele existe que sozinho pode como a si mesmo amar seu próximo que veio de Deus também e existe por Deus também. O mistério da individualidade e consequente relação é profunda como os princípios da humanidade e as questões que daí surgem podem ser solucionadas apenas por aquele que tem, ao menos praticamente, solucionado as sagradas necessidades resultantes de sua origem. Apenas em Deus pode um homem encontrar um homem. Apenas nEle as linhas convergentes da existência se tocam e não se cruzam. Quando a mente de Cristo, a vida da Cabeça, passa através daquele átomo que o homem é do corpo que revivifica lentamente, quando ele está vivo também, então o amor dos irmãos existe como vida consciente. (…) É possível amar nosso próximo como a nós mesmos. Nosso Senhor nunca falou hiperbolicamente.”

(George MacDonald – Unspoken Sermons – Love Thy Neighbour)

Tradução: George MacDonald #45

Olá pessoal!

Esse trecho continua o tema trazido no excerto anterior ao falar sobre o que é necessário para que cumpramos a lei.

A única questão técnica a comentar hoje seria a tradução que fiz de “commonest” para “mais geral“. Não optei pelo “mais comum” porque pode dar a impressão falsa de se tratar de “algo mais recorrente” quando o sentido é muito mais o de “pertencer à comunidade de pessoas” ou algo similar a isso.

George MacDonald (1860)
George MacDonald (1860)

45 – O mesmo

“A fim de cumprir a lei mais geral (…) nós devemos subir a uma região eminente por inteiro, uma região que está acima da lei, porque é espírito e vida que cria a lei.”

(George MacDonald – Unspoken Sermons – Love Thy Neighbour)

Tradução: Jesus Freak – DC Talk

Olá pessoal!

Muitas músicas aparecem em meu novo livro Jehanne. Algumas delas são instrumentais, ou em português ou em finlandês, mas a maioria delas é em inglês. Por conta disso, decidi traduzir essas faixas e publicá-las aqui mesmo para tentar emular algo que alguns personagens fazem. Assim podem ter acesso ao conteúdo das letras e, claro, de algumas das muitas canções que têm papel importante nessa minha obra tão querida.

Caso queiram ter pequenos vislumbres de Jehanne, podem me seguir pelo Facebook, ou pelo Google+, ou pelo Twitter porque publicarei pequenos trechos do livro junto com o link para as páginas das traduções. Ou podem simplesmente adquirir o livro seguindo as instruções desta página.

DC Talk (ou dc Talk) é um trio formado por TobyMac, Michael Tait e Kevin Smith. Seu estilo misturava rock com rap e as letras eram claramente cristãs e com muitas delas possuindo mensagens contra o racismo e outros problemas sociais. No ano 2000 entraram em um hiato para investir em outros projetos.

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