Vigésimo Primeiro Domingo Após o Pentecostes (A)

“Moisés olhando a Terra Prometida”. Pintura de Frederic Edwin Church.

“(…) [os homens] são como a relva que brota ao amanhecer; germina e brota pela manhã, mas, à tarde, murcha e seca.” (Salmo 90.5c-6)

 

Ao fim da vida de Moisés, este recebe a dádiva de ver a Terra Prometida antes de ser levado pelo Senhor. O próprio Deus havia preparado um sucessor para guiar o povo após esse ocorrido, mas a posição de Moisés jamais seria substituída novamente (pelos sinais e maravilhas que foram feitos por meio dele).

Essas considerações são importantes para que saibamos de pelo menos três coisas. A primeira delas é a certeza que as promessas feitas por Deus para serem cumpridas durante nossa vida serão cumpridas nem que seja em nossos últimos momentos. A segunda é que somos apenas peregrinos nessa Terra e que sairemos dela através de uma “primeira morte” para podermos finalmente chegar ao nosso verdadeiro lar. E a terceira é que não importa o quão usado por Deus sejamos, essa marca característica do pecado original que é a morte continuará conosco já que, afinal de contas, Cristo morreu e ressuscitou e conosco não será diferente.

O salmista também reflete um pouco acerca da morte ao dizer que o Senhor faz os homens voltarem ao pó de onde vieram e que o tempo nada é para Ele. Usa até mesmo a bela imagem da relva que brota ao amanhecer e que, ao final da tarde, murcha e seca para descrever a brevidade da nossa vida.

“Moisés vendo a Terra Prometida.” Pintura de Christian Rohlfs.

Paulo, em sua carta para a igreja de Tessalônica lembra que pregaram em Filipos mesmo sofrendo insultos e maus-tratos. Para ele, isso demonstra coragem não apenas por resistirem ao sofrimento, mas também porque não têm más intenções (não querem enganar o povo, por exemplo). Segundo o apóstolo, não falam do Evangelho para agradar as pessoas, mas para agradar a Deus; buscam o reconhecimento do Senhor e não de seres humanos.

Moisés foi um pouco assim: ele buscava agradar a Deus e não ao povo que guiava. Claro que não foi perfeito e errou várias vezes, mas foi por isso que se tornou lembrado: não por ter agradado o povo (o que nem sempre fez), mas porque, agradando a Deus, foi usado grandiosamente por Ele.

E como podemos agir como Moisés e seguir com a coragem de Paulo?

Basta lembrarmos o que Cristo nos diz ao ser perguntado sobre quais são os maiores mandamentos.

“A Terra Prometida é mostrada a Moisés.” Pintura de Benjamin West.

Sua resposta, descrita na leitura deste Domingo no Evangelho de Mateus, é bastante simples: amar a Deus sobre todas as coisas; e amar ao próximo como a nós mesmos. Ao fazermos isso, seguimos na contramão do mundo e na direção de Deus. E, seguindo dessa maneira, não obtemos honra por nossos descendentes (que nos dariam uma coroa temporária), mas uma eterna e incorruptível.

Que possamos ter coragem para vivermos buscando fazer a vontade de Deus sempre para que recebamos Seu reconhecimento (ainda que não recebamos nada de nenhuma pessoa).

Até a próxima postagem!

Leituras:
Deuteronômio 34.1-12
Salmo 90.1-6
1 Tessalonicenses 2.1-8
Mateus 22.34-46

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