Décimo Sétimo Domingo Após o Pentecostes (A)

“Moisés tirando água da rocha”. Pintura de Valerio Castello.

“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus.” (Filipenses 2.5)

 

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Dívida

Escrito por Thiago de Paula Cruz

Interior da Basílica de Santa Maria del Mar.

Dívida

Um rei que ama a seu povo
Deita sua vida por ele,
Mas sem esquecer daquele
Que não busca Seu renovo.

Não deixe o mal vencer
Em seu orgulho ferino;
Deixe de ser um menino
E o permita morrer.

Pois seu santo sacrifício
É feito por nos amar
Pra enfim nos resgatar
Da paga de nosso ofício.

Aceitar a caridade
Não é também humildade?

Resenha: Soneto 5 – Luís de Camões

Olá pessoal!

A postagem de hoje é uma resenha do Soneto 5 de Luís de Camões, o grande poeta de nossa língua portuguesa. É muito provável que já tenham tido contato com ao menos parte desse texto em músicas ou alguma coisa similar.

De certa forma, esta é uma postagem complementar àquela em que falamos de Alegoria e Símbolo já que acabei usando a mesma obra de C. S. Lewis para tornar mais claro alguns dos elementos do poema. Contudo, não há a necessidade de lerem um para entender o outro, mas basta que saibam que alegorias e poesias de amor cortês eram uma combinação usual durante a Idade Média e o Renascimento.

Pode parecer estranho falar de “resenha” quanto a um poema e, como provavelmente ficará mais esquisito, eu também teço algumas considerações e análises sobre ele. Já trabalhei isso anteriormente em uma postagem minha em outro site que podem encontrar aqui, mas, resumidamente, fazer uma resenha envolve uma coisa muito simples: a compreensão (e não o juízo) de uma coisa qualquer.

E a compreensão envolve não apenas a nossa relação com uma obra de arte, mas também a comunicação do sentido que percebemos nela. E é disso que tratamos aqui: quero apenas mostrar a vocês o sentido que esse soneto mostrou para mim.

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